Poucas palavras para falar de algo fundamental no saudável convívio humano: a amizade. A verdadeira. Poucas palavras para não ser desnecessária, supérflua, redundante. Para não banalizar, não tirar a sacralidade do significado da palavra “amigo”.
Um amigo verdadeiro não conhecemos no discurso. O verdadeiro amigo está presente na vida, caminhando ao lado, não apenas nas palavras presas num e-mail, guardadas num cartão no fundo da gaveta. Amigo de verdade surpreende. Na madrugada da dor, na preparação da festa. Amigo de verdade não cansa, não desiste, não ignora, não esquece. Se traído pela precariedade do caráter meramente humano, volta, refaz. Não porque tem medo da cobrança do outro, mas, sim pela cobrança do próprio coração, pelo corar do próprio rosto.
Que a graça da amizade verdadeira seja derramada sobre todos aqueles que buscam ser verdadeiros uns com os outros. Que haja apreço sem interesse, vontade de estar junto com pureza e inteireza de coração. Que a profecia bíblica de que o amor esfriará de quase todos os corações nos fins dos tempos não se cumpra por nós. Poucas palavras para falar de um sentimento tão sagrado. Reverência. Silêncio diante da responsabilidade de entrar no universo do outro. Amém. ●
20 de julho de 2009
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Um comentário:
Seu texto está lindo e me emocionou... só tenho palavras para agradecer sua amizade e compreensão... por ter paciência com essa amiga "confusa", mas com fé suficiente para acreditar que o melhor sempre há de vir (mesmo eu acreditando que o melhor também é o agora!). Obrigada por tudo!
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