Outra vez saí do tal do Orkut. Bom da história é que acho que ainda nem tinha voltado assim, direito mesmo. Daí, quando percebi já tava sem nenhuma vontade de continuar na tal rede dita social.
Curioso que tive conta por um ano, mais ou menos, e havia encerrado há uns dois. Nesse ínterim, papos vinham, papos iam e a perguntinha básica: “Você tem Orkut ?” Por uns tempos respondi firmemente que nem tinha mais, tampouco voltaria ao referido. Depois, me bateu uma vontadinha de voltar. E sou pessoa movida a vontadinhas que tomam proporções gigantescas em questão de segundos. Então voltei. Pouco mês se passou (porque foi um só mesmo) e duas razões me levaram a sair “denovamente” de lá. Uma, que não vi grandes utilidades em manter aquele espaço aberto. Outra, essa a mais forte delas, foi a pressão (que me saturou também da outra vez) de pessoas que não imagino em que planeta vivam e que insistem em querer ser adicionadas como “amigas”. Não sei se é o peso da palavra “amigo” associada a desconhecidos que pesa ainda mais nesses pedidos ou se é a solicitação repetida e cansativa. De-tes-to me sentir pressionada, cobrada e induzida a fazer o que minha pessoa nem cogita em realizar, concordar, deixar acontecer. E de quem nem se conhece, nem se quer conhecer ou faz-se questão de esquecer que conheceu um dia, então, nem se fala...
Fato é que continuarei a manter contatos embora virtuais, verdadeiros e realmente sinceros e afetuosos com que me interessa ou interessar possa, por e-mail, blog ou o bom e velho sinal de fumaça... Não vou afirmar categoricamente que não voltarei novamente a ter Orkut. Além de acreditar que “não” é uma palavra muito forte pro amor, pra medicina e pra vida, por detestar ser cobrada pelos meus atos, não quero ouvir a piadinha de que Vivianne disse que NÂO voltaria pro Orkut, né ?
O melhor dessa historinha toda é que não tenho medo de recomeçar, voltar, sair e vir de novo quantas vezes me der na telha. Os outros ? Continuam sendo sempre ‘os outros’. Assim, Orkut de novo ? É, quem sabe outra vez... ■
20 de março de 2010
9 de março de 2010
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Ainda sinto o perfume das flores espalhadas ontem pelo mundo inteiro em homenagem às mulheres. Data mundial significa que, salvo raras exceções, mulheres também são mundiais em desejos, dramas, problemas e aspirações. Tudo igual. Igual na França, igual no Brasil, igual na China.
Acredito que o maior desafio da categoria seja conciliar tantos pontos de equilíbrio para conseguir se manter de pé sobre o eixo da vida. Somos muito cobradas pela vida. Somos cobradas pelo pai e pela mãe, quando crianças; somos cobradas pelo marido e pelos filhos, quando adultas. Ainda somos cobradas pelo chefe, pelos parentes, pelo espelho, pela balança etc.
Precisamos conciliar nossas profissões todos os dias. Digo profissões porque desde crianças precisamos nos habituar, em maior ou menor grau, à eterna rotina doméstica. Bom da história é que essa profissão de dona-de-casa é cargo vitalício que nos acompanha do berço à cova. (risos) Além disso, ingressamos nos disputados mercados de trabalho, concorremos com os homens e ainda não alcançamos o devido valor. Nós exercemos as mesmas atividades e não costumamos ver essa igualdade no contracheque no fim do mês...
Mulher é mesmo contradição. É antônimo. É sim e não quase ao mesmo tempo. Nos emocionamos assistindo comercial de margarina e derramamos as mesmas lágrimas na lancinante dor do parto. Damos gargalhadas com as amigas no shopping e corremos pra loja pra comprar um bom creme anti-rugas. Nos endividamos no cartão de crédito com mais uma pecinha de roupa e entramos em desespero com um convite de jantar de última hora quando nos deparamos com um armário “vazio”, sem nada pra vestir hoje à noite. Devoramos uma barra de chocolate e passamos o resto da semana comendo salada no almoço e no jantar...
Mulher é cheiro de perfume e batom, sim. Somos vaidosas, sim, mesmo e daí? Mas somos muito mais que um salto alto e uma bolsa. Somos amparo e força, mas somos carência e fragilidade também. Somos determinação e coragem, mas somos indecisão e medo também. Somos sabedoria e fé, mas somos insensatez e descrença também.
Às minhas amigas e a mim, desejo um restante de mês de março de reflexão sobre os verdadeiros significados e desdobramentos do que é ser mulher. Que busquemos e encontremos o equilíbrio sempre, pois esse é o segredo do sucesso para todas em todos os cantos do mundo. Que tenhamos a robustez do aço, para vencer as batalhas da vida. Mas, que não percamos a sensibilidade, a simplicidade e a singeleza das flores também. Assim, contraditório mesmo. Como diz o poeta, que sejamos “mulheres de aço e de flores”. ■
Acredito que o maior desafio da categoria seja conciliar tantos pontos de equilíbrio para conseguir se manter de pé sobre o eixo da vida. Somos muito cobradas pela vida. Somos cobradas pelo pai e pela mãe, quando crianças; somos cobradas pelo marido e pelos filhos, quando adultas. Ainda somos cobradas pelo chefe, pelos parentes, pelo espelho, pela balança etc.
Precisamos conciliar nossas profissões todos os dias. Digo profissões porque desde crianças precisamos nos habituar, em maior ou menor grau, à eterna rotina doméstica. Bom da história é que essa profissão de dona-de-casa é cargo vitalício que nos acompanha do berço à cova. (risos) Além disso, ingressamos nos disputados mercados de trabalho, concorremos com os homens e ainda não alcançamos o devido valor. Nós exercemos as mesmas atividades e não costumamos ver essa igualdade no contracheque no fim do mês...
Mulher é mesmo contradição. É antônimo. É sim e não quase ao mesmo tempo. Nos emocionamos assistindo comercial de margarina e derramamos as mesmas lágrimas na lancinante dor do parto. Damos gargalhadas com as amigas no shopping e corremos pra loja pra comprar um bom creme anti-rugas. Nos endividamos no cartão de crédito com mais uma pecinha de roupa e entramos em desespero com um convite de jantar de última hora quando nos deparamos com um armário “vazio”, sem nada pra vestir hoje à noite. Devoramos uma barra de chocolate e passamos o resto da semana comendo salada no almoço e no jantar...
Mulher é cheiro de perfume e batom, sim. Somos vaidosas, sim, mesmo e daí? Mas somos muito mais que um salto alto e uma bolsa. Somos amparo e força, mas somos carência e fragilidade também. Somos determinação e coragem, mas somos indecisão e medo também. Somos sabedoria e fé, mas somos insensatez e descrença também.
Às minhas amigas e a mim, desejo um restante de mês de março de reflexão sobre os verdadeiros significados e desdobramentos do que é ser mulher. Que busquemos e encontremos o equilíbrio sempre, pois esse é o segredo do sucesso para todas em todos os cantos do mundo. Que tenhamos a robustez do aço, para vencer as batalhas da vida. Mas, que não percamos a sensibilidade, a simplicidade e a singeleza das flores também. Assim, contraditório mesmo. Como diz o poeta, que sejamos “mulheres de aço e de flores”. ■
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