Começar uma dieta na próxima segunda-feira, iniciar a prática de uma atividade física por recomendação médica, voltar a estudar. Eis uma pequena lista das promessas que costumamos fazer a cada fim de ano. Segundo uma pesquisa britânica, apenas 10% das pessoas observadas por um ano conseguiram alcançar a meta proposta, ou seja, cumprir a promessa feita. Esse percentual tão baixo parece desanimador. Se todos tinham um objetivo a alcançar, por que apenas uma minoria conseguiu vencer o desafio? Ouso responder a essa pergunta a partir de dois pilares: persistência e paciência.
No começo, tudo é fácil. A empolgação da novidade, o desejo do resultado e a motivação são impulsores. E a necessidade da continuidade diária? O desafio é permanecer firme no propósito, naquele dia em que bate a preguiça, o desânimo, a vontade de desistir. Outro grande problema a ser resolvido é o controle da ansiedade. A urgência em perder dez quilos acumulados ao longo de dez anos, de ter fôlego de maratonista sem subir escada há meses, de concluir uma graduação ainda sendo calouro. Resultados não aparecem do dia pra noite. Por isso, é tão importante saber acompanhar as etapas do processo para ter fôlego e seguir em frente.
A forma mais segura de conseguirmos nos incluir nos 10% da referida pesquisa é viver um dia por vez. O passo de hoje é fundamental para continuar o processo e servir de estímulo para o passo de amanhã. Uma meta alcançada nos alimenta a alma. É uma vitória que levamos pra vida toda e serve de base para acreditarmos no nosso potencial de planejar e alcançar tudo o que um dia não nos passou de sonho. Agora é uma boa época para avaliarmos nossas promessas para 2009. Estamos no meio do ano, portanto no meio do ciclo. Que bom, se estamos conseguindo caminhar e encaminhar. Mas se paramos na metade do caminho, é hora de prosseguir com os olhos postos em dezembro... Para acabar com essa idéia de que promessa de fim de ano é feita justamente para não sair do papel. ●
14 de julho de 2009
12 de julho de 2009
PRA COMEÇAR A SEMANA
"Dilatai a fraternidade cristã, e chegareis das afeições individuais às solidariedades coletivas, da família à nação, da nação à humanidade." (Rui Barbosa)
11 de julho de 2009
7 de julho de 2009
MICHAEL JACKSON: A SAGA DO HERÓI DE VIDRO
As luzes do palco vão ficar apagadas. O piso não vai mais sentir os deslizes, os rodopios, a evolução dos pés do fenômeno pop que foi Michael Jackson. Morte prematura, repentina. Pegou a todos de surpresa, inclusive, quem sabe até o próprio astro. Muitas especulações, muitas perguntas sem respostas. O fato é que chegou ao fim toda a trajetória de uma criança pobre, rica de talento na voz e nos pés, que cresceu por fora e parece que não conseguiu crescer por dentro.
A grandeza da imagem do ídolo contrastava com a essência frágil. Michael não era de aço. Ele era de vidro. O vidro é transparente, mostra o que tem por dentro: um coração desejoso de ajudar os que não chegaram aonde ele chegou. O vidro tem uma solidez aparente, uma concretude enganosa. O vidro é frágil. Ele quebra. Quando exposto a altas temperaturas, o vidro se rompe. Rompeu pelas marcas da infância, dos escândalos ao longo da carreira, dos flashes. Como Michael administrou tudo isso? Procurou dividir o fardo que carregou sobre os ombros? Contou com Deus, a família, os amigos, um bom terapeuta? Ou teria se fechado em si?
Foram muito longe na dureza dos julgamentos. Daí me aparece uma fala do próprio Michael Jackson dizendo que aprendeu a amar as crianças com Jesus Cristo... Quantas acusações. Quanta sede de fabricar escândalos. Os diabólicos de plantão choram a orfandade. Não poderão mais arranhar a imagem do Peter Pan do pop que pagou um preço muito alto por escolher viver como viveu: sonhador. É triste. Um astro que não cabia mais na embalagem de menino. Não cabia nos sonhos, nos medos, na atenção sincera que dão aos meninos. Precisava transcender. E o fez da forma que conseguiu. Celebremos o fenômeno que cresceu, sim, os olhares do mundo sobre a genialidade dos seus pés. ●
A grandeza da imagem do ídolo contrastava com a essência frágil. Michael não era de aço. Ele era de vidro. O vidro é transparente, mostra o que tem por dentro: um coração desejoso de ajudar os que não chegaram aonde ele chegou. O vidro tem uma solidez aparente, uma concretude enganosa. O vidro é frágil. Ele quebra. Quando exposto a altas temperaturas, o vidro se rompe. Rompeu pelas marcas da infância, dos escândalos ao longo da carreira, dos flashes. Como Michael administrou tudo isso? Procurou dividir o fardo que carregou sobre os ombros? Contou com Deus, a família, os amigos, um bom terapeuta? Ou teria se fechado em si?
Foram muito longe na dureza dos julgamentos. Daí me aparece uma fala do próprio Michael Jackson dizendo que aprendeu a amar as crianças com Jesus Cristo... Quantas acusações. Quanta sede de fabricar escândalos. Os diabólicos de plantão choram a orfandade. Não poderão mais arranhar a imagem do Peter Pan do pop que pagou um preço muito alto por escolher viver como viveu: sonhador. É triste. Um astro que não cabia mais na embalagem de menino. Não cabia nos sonhos, nos medos, na atenção sincera que dão aos meninos. Precisava transcender. E o fez da forma que conseguiu. Celebremos o fenômeno que cresceu, sim, os olhares do mundo sobre a genialidade dos seus pés. ●
5 de julho de 2009
PRA COMEÇAR A SEMANA
"A natureza faz poucas pessoas fortes, mas esforço e treinamento fazem muitas." (Maquiavel)
4 de julho de 2009
ENXERGAR ALÉM DA SAUDADE
Recebi um e-mail que mexeu comigo. Trata-se de uma mensagem sobre a saudade que vamos sentir ao longo da vida. Dos fatos e pessoas que vão passando pela nossa história. Em suma, da vida que já vivemos. É muito saudável termos essa certeza em mente: tudo e todos passam. O tempo passa e não volta. As pessoas passam e podem voltar um dia. Ou não.
Quando li o texto, fui remetida a uma experiência bastante recente que vivi da separação de uma pessoa querida. Fui pega de surpresa com a notícia, senti o chão abrir. A melhor e a pior coisa são quando depositamos muita confiança, muita expectativa no outro. É a melhor, porque essa falsa segurança nos tranqüiliza. É a pior, porque nos acomoda com a nossa capacidade própria de realização.
O processo da separação é uma experiência rica de crescimento pessoal, quando iluminada. Quando ficamos cara a cara com nós mesmos, nos vemos obrigados a nos fazer a melhor companhia para enxergar a luz que sempre brilha no final do túnel. Fica, sim, a tradução sensorial da palavra “saudade”. A lembrança, a vontade de estar perto, o sabor do que foi vivido. Dessa experiência que falei, de viver a separação por distância, a lição que tirei é que pior que a saudade em si pode ser o medo de sentir saudade. Aquele sentimento pós-choque que nos faz pensar que não vamos nos recuperar do baque. Acredito que um grande desafio a ser vencido pelo ser humano é tentar racionalizar a vida. Não é viver friamente, alheio aos sentimentos. Não é isso. Mas aprendermos que os sentimentos às vezes nos enganam. Precisamos conseguir dialogar com a razão, para nos poupar de alguns sofrimentos desnecessários. É preciso enxergar além da saudade. É aquela hora de pôr os pés no chão, olhar ao redor e perceber que a vida sempre continua. Reinventada, quando preciso. ●
Quando li o texto, fui remetida a uma experiência bastante recente que vivi da separação de uma pessoa querida. Fui pega de surpresa com a notícia, senti o chão abrir. A melhor e a pior coisa são quando depositamos muita confiança, muita expectativa no outro. É a melhor, porque essa falsa segurança nos tranqüiliza. É a pior, porque nos acomoda com a nossa capacidade própria de realização.
O processo da separação é uma experiência rica de crescimento pessoal, quando iluminada. Quando ficamos cara a cara com nós mesmos, nos vemos obrigados a nos fazer a melhor companhia para enxergar a luz que sempre brilha no final do túnel. Fica, sim, a tradução sensorial da palavra “saudade”. A lembrança, a vontade de estar perto, o sabor do que foi vivido. Dessa experiência que falei, de viver a separação por distância, a lição que tirei é que pior que a saudade em si pode ser o medo de sentir saudade. Aquele sentimento pós-choque que nos faz pensar que não vamos nos recuperar do baque. Acredito que um grande desafio a ser vencido pelo ser humano é tentar racionalizar a vida. Não é viver friamente, alheio aos sentimentos. Não é isso. Mas aprendermos que os sentimentos às vezes nos enganam. Precisamos conseguir dialogar com a razão, para nos poupar de alguns sofrimentos desnecessários. É preciso enxergar além da saudade. É aquela hora de pôr os pés no chão, olhar ao redor e perceber que a vida sempre continua. Reinventada, quando preciso. ●
Assinar:
Postagens (Atom)
