Desde criança sempre escuto que “o mundo é dos mais espertos”. De uns tempos pra cá, estou assustada com a popularidade dessa frase. Nem me refiro a outros setores da vida. Fica minha queixa-desabafo simplesmente limitada à esfera profissional. E qualquer semelhança não é mera coincidência: se também acontece com você fico mais acompanhada nesse grito silencioso contra tanta demonstração explícita de ‘esperteza’ ao redor. Ah, e nem sou tão mais poupada de espertos à solta por não trabalhar fora, além dos limites da porta de casa. É verdade que nem posso me queixar da esperteza dos colegas de trabalho, pois não os tenho (risos), mas não me faltam representantes da espécie na padaria, no shopping, na farmácia e afins.
Tenho uma tese de que não se mede um serviço pela sua suposta importância ou falta dela. Afinal, tudo tem importância, tudo é necessário. Depende apenas dos olhos de quem vê. Como diz o poeta, “tudo vale à pena, se a alma não é pequena.” É isso. O problema deve estar no tamanho da alma das pessoas que se julgam tão espertas. A alma delas é tão pequena que sequer enxergam a grandeza de ser na pequenez, na simplicidade da vida.
É curioso porque essas pessoas que não dão importância ao ofício que exercem, geralmente sonham muito alto. Ou melhor, sonhar é para almas nobres, elas, sim, cobiçam muito alto. Daí não enxergam a imensidão de possibilidades ao redor. Açougueiro, diarista, pintor ? Profissões sem status social, pouca possibilidade de ascensão. Por isso, temos carnes mal cortadas, casas mal limpas e paredes mal pintadas. Será ? Penso de outro jeito. Sei que a mola, digo, a moeda do mundo é o dinheiro, o pagamento pelo serviço, pois todos temos dívidas a quitar. Penso que a qualidade na prestação dos serviços é uma responsabilidade que nada tem a ver com a natureza do tal. O bom profissional é bom naquilo que faz. O bom gerente gerencia bem, o bom cantor canta bem e o bom motorista dirige bem. E por aí vai.
Fazemos parte de várias engrenagens que funcionando bem fazem girar o organismo chamado sociedade. Sabiamente, entende-se que numa construção, por exemplo, o pedreiro não é menos importante que o engenheiro. A suposta mão-de-obra braçal é tão importante quanto a acadêmica. De que adianta projetar e não ter quem bem execute ? Cada um tem sua importância e deveria se valorizar e desempenhar com excelência o ofício que por ora lhe cabe. Por que fazer uma comida com tanto desdém se ela vai nutrir o corpo e a alma de quem vai comê-la ? Sim, a alma. Percebemos o que é feito com capricho e o que não passou de uma obrigação. Medir a importância das profissões pelo grau de escolaridade de quem as desempenha é tão superficial quanto achar que ninguém está vendo serviço mal feito para quem se julga ‘tão’ esperto.
Estou cansada de lidar com espertos... Posso escolher continuar a ser conivente com tanto descaso ou continuar em paz comigo e fazer valer meus direitos de consumidora e exigir qualidade daqueles que se propõem a prestar serviços. Aos espertos, ou melhor, os que pensam que o são, fica a dica. Sugiro que fiquem mesmo espertos, alertas. A concorrência bate à porta. E nós abrimos a quem nos mostra que somos importantes e respeitados como tal. Pagamento é resultado de serviço cumprido. Não é gorjeta, nem presente... ■
28 de abril de 2010
27 de abril de 2010
A VIDA PELA JANELA
Vejo a vida pela janela.
Vivo uma vida pela janela.
Do lado de lá eu sou.
Do lado de lá eu existo.
Lá eu tenho amigos,
lá eu tenho compromissos,
lá a vida acontece.
Lá os sonhos viram realidade,
lá os medos são compartilhados,
lá a vida é intensa e plena.
Doído será fechar a janela...
Doído será deixar a vida de lá vivendo sem mim.
Nada disso.
A vida lá acontece sem mim.
E acontecerá.
O vazio vai ser é do lado de cá. ■
Vivo uma vida pela janela.
Do lado de lá eu sou.
Do lado de lá eu existo.
Lá eu tenho amigos,
lá eu tenho compromissos,
lá a vida acontece.
Lá os sonhos viram realidade,
lá os medos são compartilhados,
lá a vida é intensa e plena.
Doído será fechar a janela...
Doído será deixar a vida de lá vivendo sem mim.
Nada disso.
A vida lá acontece sem mim.
E acontecerá.
O vazio vai ser é do lado de cá. ■
22 de abril de 2010
ANIVERSÁRIO DE BRASÍLIA
Fiquei feliz em ver que a repercussão do cinqüentenário de Brasília foi celebrado à altura da capital do país. Fiquei surpresa ao ver que o mais famoso telejornal da maior emissora de TV veio mostrar cenários e personagens que simplesmente são representantes da Brasília além Esplanada que poucos conhecem. Fiquei emocionada ao ser separada das classes corruptas e corrompidas que enfeiam nossa cidade. Fiquei gratificada em assistir flashes e cliques de pipoqueiros, manicures, empresários, que foram apresentados como brasilienses de fato ou de coração.
Estou esperançosa de que a partir de hoje, quando todo o Brasil pode assistir ou ler que Brasília se estende além da Praça dos 3 Poderes, ou melhor, além do centro político-administrativo que gerencia nosso imenso país, possam todos os estados da federação não mais se esquecer que há vida decente na Capital. Que há trabalhadores que sequer puseram os pés na Esplanada.
Que o céu de Brasília possa continuar a encantar e a inspirar a todos que se dispuserem a enxergar essa cidade feita na ponta do lápis com olhos de contemplação.
Obrigada Juscelino. Obrigada pela ousadia, pela grandeza de ideais e pela coragem. ■
“... Céu de Brasília, traço do arquiteto, gosto tanto dela assim...”
(Djavan)
Estou esperançosa de que a partir de hoje, quando todo o Brasil pode assistir ou ler que Brasília se estende além da Praça dos 3 Poderes, ou melhor, além do centro político-administrativo que gerencia nosso imenso país, possam todos os estados da federação não mais se esquecer que há vida decente na Capital. Que há trabalhadores que sequer puseram os pés na Esplanada.
Que o céu de Brasília possa continuar a encantar e a inspirar a todos que se dispuserem a enxergar essa cidade feita na ponta do lápis com olhos de contemplação.
Obrigada Juscelino. Obrigada pela ousadia, pela grandeza de ideais e pela coragem. ■
“... Céu de Brasília, traço do arquiteto, gosto tanto dela assim...”
(Djavan)
6 de abril de 2010
CALAMIDADE NO RIO DE JANEIRO
O Rio de Janeiro amanheceu alagado.
Imagens nos dão a idéia do que passaram na noite de ontem.
Gente saindo do trabalho ontem e voltando hoje sem ter conseguido dormir em casa.
Trânsito parado, carros tombados, árvores arrancadas.
É difícil ver de cá.
Nem imagino como foi estar lá naqueles momentos de desespero e total insegurança.
Pobres e ricos sem teto.
Empresários e mendigos ao léu.
Autoridades e anônimos sem poder fugir daquele pesadelo.
Transbordou o medo, o choro, a impotência diante da Lagoa, do Bondinho, do Cristo.
Meu Deus, consolo e coragem a todos eles.
Que abracemos em solidariedade ainda que distantes.
Silencio...
Amém.
Imagens nos dão a idéia do que passaram na noite de ontem.
Gente saindo do trabalho ontem e voltando hoje sem ter conseguido dormir em casa.
Trânsito parado, carros tombados, árvores arrancadas.
É difícil ver de cá.
Nem imagino como foi estar lá naqueles momentos de desespero e total insegurança.
Pobres e ricos sem teto.
Empresários e mendigos ao léu.
Autoridades e anônimos sem poder fugir daquele pesadelo.
Transbordou o medo, o choro, a impotência diante da Lagoa, do Bondinho, do Cristo.
Meu Deus, consolo e coragem a todos eles.
Que abracemos em solidariedade ainda que distantes.
Silencio...
Amém.
2 de abril de 2010
O SABOR DA PÁSCOA
Pequenos, médios, grandes. Recheados de bombom, carrinho, boneca. Ao leite, amargo, branco. Ovos, ovos e mais ovos de chocolate enchem nossos olhos ao circularmos por aí nos dias que precedem a Páscoa. Mas, qual é o sabor da Páscoa ?
É amargo.O sabor da Páscoa é amargo. Segundo a crença cristã, a Páscoa simboliza o período de morte e ressurreição de Cristo. Carregou a cruz de madeira até o Calvário, lá foi crucificado e morto, e ressuscitou três dias depois. Amarga cruz sobre as costas, amargas feridas, amargas dores, amargo padecer lento e lancinante. Morreu por quê ? Diz a mesma crença que deu a vida em sacrifício para salvar a humanidade. Mártir do amor divino e eterno. Assim, fica até difícil conseguir saborear um pedaço de chocolate, a ser comido por culpa. Celebração pela dor do outro ? Mas Ele ressuscitou. Ressuscitou sem dor, sem sofrimento, para servir de direção àqueles que acreditam nessa história e se dispõem a esperar por Sua vinda. Assim fica mais doce...
Então é doce. O sabor da Páscoa é doce. No mundo capitalista e secular que vivemos, o sabor da Páscoa tem ficado cada vez mais doce. O comércio se veste de coelhinho e sai distribuindo ovos de chocolate pelos quatro cantos do mundo. E comemora as vendas. Mesmo com preços além das possibilidades da maioria da população assalariada, o comércio da Páscoa não fica atrás das outras datas comemorativas do ano. Detalhe: o bem de consumo da Páscoa – ovos de chocolate – é perecível e dura muito pouco dentro do pacote ou mesmo dentro da boca. Adoça a alma, traz prazer instantâneo. Mas ninguém raciocina diante de tanta oferta enchendo os olhos. Digo isso, pois os demais bens de consumo comercializados nas outras datas comemorativas são duráveis e convivem com a gente por longo tempo, por anos. Brinquedos, TV’s, calçados, celulares, peças de vestuário e maquiagem, por exemplo, não derretem na boca num piscar de olhos e esquecemos disso quando investimos cifras altas em meros pedaços de chocolate. Tão engraçado ver que ovos de Páscoa podem ser “financiados” em até 10x sem juros... Quando se quita a dívida nem se lembra mais da marca, sabor ou tamanho da iguaria. E o doce da Páscoa gera muitos empregos temporários, alimenta as indústrias, o marketing e as fábricas de sonhos que embalam o sono de crianças e adultos.
Além do gostinho gostoso dos ovos de chocolate, vamos saborear o significado de Ressurreição trazido pela Páscoa, mesmo nos dias que se sucedem à data. Que possamos ressuscitar sonhos ainda não realizados, relacionamentos perdidos ao longo do tempo, amor pela vida e frescor no dia-a-dia. Que nos lambuzemos de alegria, coragem e esperança para seguir sorrindo mesmo depois do último pedacinho de chocolate que restava na embalagem... Que aceitemos o desafio de aprender a adoçar a vida na beleza da sua simplicidade. ■
É amargo.O sabor da Páscoa é amargo. Segundo a crença cristã, a Páscoa simboliza o período de morte e ressurreição de Cristo. Carregou a cruz de madeira até o Calvário, lá foi crucificado e morto, e ressuscitou três dias depois. Amarga cruz sobre as costas, amargas feridas, amargas dores, amargo padecer lento e lancinante. Morreu por quê ? Diz a mesma crença que deu a vida em sacrifício para salvar a humanidade. Mártir do amor divino e eterno. Assim, fica até difícil conseguir saborear um pedaço de chocolate, a ser comido por culpa. Celebração pela dor do outro ? Mas Ele ressuscitou. Ressuscitou sem dor, sem sofrimento, para servir de direção àqueles que acreditam nessa história e se dispõem a esperar por Sua vinda. Assim fica mais doce...
Então é doce. O sabor da Páscoa é doce. No mundo capitalista e secular que vivemos, o sabor da Páscoa tem ficado cada vez mais doce. O comércio se veste de coelhinho e sai distribuindo ovos de chocolate pelos quatro cantos do mundo. E comemora as vendas. Mesmo com preços além das possibilidades da maioria da população assalariada, o comércio da Páscoa não fica atrás das outras datas comemorativas do ano. Detalhe: o bem de consumo da Páscoa – ovos de chocolate – é perecível e dura muito pouco dentro do pacote ou mesmo dentro da boca. Adoça a alma, traz prazer instantâneo. Mas ninguém raciocina diante de tanta oferta enchendo os olhos. Digo isso, pois os demais bens de consumo comercializados nas outras datas comemorativas são duráveis e convivem com a gente por longo tempo, por anos. Brinquedos, TV’s, calçados, celulares, peças de vestuário e maquiagem, por exemplo, não derretem na boca num piscar de olhos e esquecemos disso quando investimos cifras altas em meros pedaços de chocolate. Tão engraçado ver que ovos de Páscoa podem ser “financiados” em até 10x sem juros... Quando se quita a dívida nem se lembra mais da marca, sabor ou tamanho da iguaria. E o doce da Páscoa gera muitos empregos temporários, alimenta as indústrias, o marketing e as fábricas de sonhos que embalam o sono de crianças e adultos.
Além do gostinho gostoso dos ovos de chocolate, vamos saborear o significado de Ressurreição trazido pela Páscoa, mesmo nos dias que se sucedem à data. Que possamos ressuscitar sonhos ainda não realizados, relacionamentos perdidos ao longo do tempo, amor pela vida e frescor no dia-a-dia. Que nos lambuzemos de alegria, coragem e esperança para seguir sorrindo mesmo depois do último pedacinho de chocolate que restava na embalagem... Que aceitemos o desafio de aprender a adoçar a vida na beleza da sua simplicidade. ■
20 de março de 2010
DENOVAMENTE
Outra vez saí do tal do Orkut. Bom da história é que acho que ainda nem tinha voltado assim, direito mesmo. Daí, quando percebi já tava sem nenhuma vontade de continuar na tal rede dita social.
Curioso que tive conta por um ano, mais ou menos, e havia encerrado há uns dois. Nesse ínterim, papos vinham, papos iam e a perguntinha básica: “Você tem Orkut ?” Por uns tempos respondi firmemente que nem tinha mais, tampouco voltaria ao referido. Depois, me bateu uma vontadinha de voltar. E sou pessoa movida a vontadinhas que tomam proporções gigantescas em questão de segundos. Então voltei. Pouco mês se passou (porque foi um só mesmo) e duas razões me levaram a sair “denovamente” de lá. Uma, que não vi grandes utilidades em manter aquele espaço aberto. Outra, essa a mais forte delas, foi a pressão (que me saturou também da outra vez) de pessoas que não imagino em que planeta vivam e que insistem em querer ser adicionadas como “amigas”. Não sei se é o peso da palavra “amigo” associada a desconhecidos que pesa ainda mais nesses pedidos ou se é a solicitação repetida e cansativa. De-tes-to me sentir pressionada, cobrada e induzida a fazer o que minha pessoa nem cogita em realizar, concordar, deixar acontecer. E de quem nem se conhece, nem se quer conhecer ou faz-se questão de esquecer que conheceu um dia, então, nem se fala...
Fato é que continuarei a manter contatos embora virtuais, verdadeiros e realmente sinceros e afetuosos com que me interessa ou interessar possa, por e-mail, blog ou o bom e velho sinal de fumaça... Não vou afirmar categoricamente que não voltarei novamente a ter Orkut. Além de acreditar que “não” é uma palavra muito forte pro amor, pra medicina e pra vida, por detestar ser cobrada pelos meus atos, não quero ouvir a piadinha de que Vivianne disse que NÂO voltaria pro Orkut, né ?
O melhor dessa historinha toda é que não tenho medo de recomeçar, voltar, sair e vir de novo quantas vezes me der na telha. Os outros ? Continuam sendo sempre ‘os outros’. Assim, Orkut de novo ? É, quem sabe outra vez... ■
Curioso que tive conta por um ano, mais ou menos, e havia encerrado há uns dois. Nesse ínterim, papos vinham, papos iam e a perguntinha básica: “Você tem Orkut ?” Por uns tempos respondi firmemente que nem tinha mais, tampouco voltaria ao referido. Depois, me bateu uma vontadinha de voltar. E sou pessoa movida a vontadinhas que tomam proporções gigantescas em questão de segundos. Então voltei. Pouco mês se passou (porque foi um só mesmo) e duas razões me levaram a sair “denovamente” de lá. Uma, que não vi grandes utilidades em manter aquele espaço aberto. Outra, essa a mais forte delas, foi a pressão (que me saturou também da outra vez) de pessoas que não imagino em que planeta vivam e que insistem em querer ser adicionadas como “amigas”. Não sei se é o peso da palavra “amigo” associada a desconhecidos que pesa ainda mais nesses pedidos ou se é a solicitação repetida e cansativa. De-tes-to me sentir pressionada, cobrada e induzida a fazer o que minha pessoa nem cogita em realizar, concordar, deixar acontecer. E de quem nem se conhece, nem se quer conhecer ou faz-se questão de esquecer que conheceu um dia, então, nem se fala...
Fato é que continuarei a manter contatos embora virtuais, verdadeiros e realmente sinceros e afetuosos com que me interessa ou interessar possa, por e-mail, blog ou o bom e velho sinal de fumaça... Não vou afirmar categoricamente que não voltarei novamente a ter Orkut. Além de acreditar que “não” é uma palavra muito forte pro amor, pra medicina e pra vida, por detestar ser cobrada pelos meus atos, não quero ouvir a piadinha de que Vivianne disse que NÂO voltaria pro Orkut, né ?
O melhor dessa historinha toda é que não tenho medo de recomeçar, voltar, sair e vir de novo quantas vezes me der na telha. Os outros ? Continuam sendo sempre ‘os outros’. Assim, Orkut de novo ? É, quem sabe outra vez... ■
9 de março de 2010
DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Ainda sinto o perfume das flores espalhadas ontem pelo mundo inteiro em homenagem às mulheres. Data mundial significa que, salvo raras exceções, mulheres também são mundiais em desejos, dramas, problemas e aspirações. Tudo igual. Igual na França, igual no Brasil, igual na China.
Acredito que o maior desafio da categoria seja conciliar tantos pontos de equilíbrio para conseguir se manter de pé sobre o eixo da vida. Somos muito cobradas pela vida. Somos cobradas pelo pai e pela mãe, quando crianças; somos cobradas pelo marido e pelos filhos, quando adultas. Ainda somos cobradas pelo chefe, pelos parentes, pelo espelho, pela balança etc.
Precisamos conciliar nossas profissões todos os dias. Digo profissões porque desde crianças precisamos nos habituar, em maior ou menor grau, à eterna rotina doméstica. Bom da história é que essa profissão de dona-de-casa é cargo vitalício que nos acompanha do berço à cova. (risos) Além disso, ingressamos nos disputados mercados de trabalho, concorremos com os homens e ainda não alcançamos o devido valor. Nós exercemos as mesmas atividades e não costumamos ver essa igualdade no contracheque no fim do mês...
Mulher é mesmo contradição. É antônimo. É sim e não quase ao mesmo tempo. Nos emocionamos assistindo comercial de margarina e derramamos as mesmas lágrimas na lancinante dor do parto. Damos gargalhadas com as amigas no shopping e corremos pra loja pra comprar um bom creme anti-rugas. Nos endividamos no cartão de crédito com mais uma pecinha de roupa e entramos em desespero com um convite de jantar de última hora quando nos deparamos com um armário “vazio”, sem nada pra vestir hoje à noite. Devoramos uma barra de chocolate e passamos o resto da semana comendo salada no almoço e no jantar...
Mulher é cheiro de perfume e batom, sim. Somos vaidosas, sim, mesmo e daí? Mas somos muito mais que um salto alto e uma bolsa. Somos amparo e força, mas somos carência e fragilidade também. Somos determinação e coragem, mas somos indecisão e medo também. Somos sabedoria e fé, mas somos insensatez e descrença também.
Às minhas amigas e a mim, desejo um restante de mês de março de reflexão sobre os verdadeiros significados e desdobramentos do que é ser mulher. Que busquemos e encontremos o equilíbrio sempre, pois esse é o segredo do sucesso para todas em todos os cantos do mundo. Que tenhamos a robustez do aço, para vencer as batalhas da vida. Mas, que não percamos a sensibilidade, a simplicidade e a singeleza das flores também. Assim, contraditório mesmo. Como diz o poeta, que sejamos “mulheres de aço e de flores”. ■
Acredito que o maior desafio da categoria seja conciliar tantos pontos de equilíbrio para conseguir se manter de pé sobre o eixo da vida. Somos muito cobradas pela vida. Somos cobradas pelo pai e pela mãe, quando crianças; somos cobradas pelo marido e pelos filhos, quando adultas. Ainda somos cobradas pelo chefe, pelos parentes, pelo espelho, pela balança etc.
Precisamos conciliar nossas profissões todos os dias. Digo profissões porque desde crianças precisamos nos habituar, em maior ou menor grau, à eterna rotina doméstica. Bom da história é que essa profissão de dona-de-casa é cargo vitalício que nos acompanha do berço à cova. (risos) Além disso, ingressamos nos disputados mercados de trabalho, concorremos com os homens e ainda não alcançamos o devido valor. Nós exercemos as mesmas atividades e não costumamos ver essa igualdade no contracheque no fim do mês...
Mulher é mesmo contradição. É antônimo. É sim e não quase ao mesmo tempo. Nos emocionamos assistindo comercial de margarina e derramamos as mesmas lágrimas na lancinante dor do parto. Damos gargalhadas com as amigas no shopping e corremos pra loja pra comprar um bom creme anti-rugas. Nos endividamos no cartão de crédito com mais uma pecinha de roupa e entramos em desespero com um convite de jantar de última hora quando nos deparamos com um armário “vazio”, sem nada pra vestir hoje à noite. Devoramos uma barra de chocolate e passamos o resto da semana comendo salada no almoço e no jantar...
Mulher é cheiro de perfume e batom, sim. Somos vaidosas, sim, mesmo e daí? Mas somos muito mais que um salto alto e uma bolsa. Somos amparo e força, mas somos carência e fragilidade também. Somos determinação e coragem, mas somos indecisão e medo também. Somos sabedoria e fé, mas somos insensatez e descrença também.
Às minhas amigas e a mim, desejo um restante de mês de março de reflexão sobre os verdadeiros significados e desdobramentos do que é ser mulher. Que busquemos e encontremos o equilíbrio sempre, pois esse é o segredo do sucesso para todas em todos os cantos do mundo. Que tenhamos a robustez do aço, para vencer as batalhas da vida. Mas, que não percamos a sensibilidade, a simplicidade e a singeleza das flores também. Assim, contraditório mesmo. Como diz o poeta, que sejamos “mulheres de aço e de flores”. ■
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