Dia desses, assistindo a um programa de TV, comecei a pensar um pouco sobre a difícil arte da convivência. Temos nosso ponto de vista, que se aproxima ou distancia do ponto de vista dos outros. Isso é exercício de liberdade de expressão, saudável para o emaranhado da teia social. Como soa estranho quando nos deparamos com tentativas de manipulação, em vez de exercício de liberdade. É como se eu quisesse que o outro passasse a concordar comigo, com meu pensamento. E nessa tentativa, começasse a invadir o espaço incomum. É avançar o limite, sem a permissão do outro.
Fiquei bastante incomodada. O entrevistador entrava de garras afiadas nas vísceras da presa. Não eram perguntas, nem curiosidades. Eram afrontas, sim. Beirava o ridículo. Eu me perguntava se o entrevistado deveria defender veementemente o ponto de vista dele ou se deveria ter se escusado daquele momento desnecessário de constrangimento. Cheguei à conclusão de que não. O entrevistado respondera à luz dos princípios nos quais acredita e, em momento algum, perdera a calma frente a tantos questionamentos impertinentes.
Se o apresentador tiver um rompante de lucidez, perceberá que perdeu a oportunidade de se enriquecer na experiência do convívio com o entrevistado. Daquele momento único. Ao fim, me fortaleceu a máxima de que devemos ser quem somos independentemente de onde e na companhia de quem estivermos. Os que nos amam, não nos afrontam. Os que não nos amam e nos afrontam, ainda assim merecem nosso respeito. Certamente, a maior punição para quem afronta é não conseguir corromper o coração de quem foi afrontado. ●
30 de junho de 2009
28 de junho de 2009
PRA COMEÇAR A SEMANA
"A nossa maior fraqueza é a desistência. A maneira mais segura de termos sucesso é tentar sempre mais uma vez." (Thomas Edison)
27 de junho de 2009
26 de junho de 2009
O SEGREDO DO SUCESSO
Vi uma reportagem que me fez continuar acreditando na essência do bem que habita no ser humano. Era a história de alguém que decidiu sonhar a vida e viver esse sonho. Falava da alma nobre de um homem que escolheu, há cinco anos, trabalhar com o fabrico e a restauração de instrumentos musicais, sem condições favoráveis para tanto. Ele busca nos entulhos a matéria-prima para transcender as adversidades. E ali, em meio a tantos pedaços de madeira bruta, o sentido da vida é talhado. Quem lhe compra um violão, pode nem imaginar quais acordes já foram tocados na fabricação daquele instrumento. Acordes de esperança, de fé, de coragem. Tudo isso ficou evidente quando aquele homem simples, ambientado numa realidade igualmente simples, se emocionou ao falar do próprio ofício, do desafio de acreditar no sonho de estar tão próximo da música e viver disso.
Muita gente procura fórmulas mágicas para alcançar o sucesso, tornar-se rico, famoso, e só assim ser feliz. A realidade é que poucos se destacam no meio da multidão. Por que isso acontece? Não sei. Mas aprendi um pouco mais com aquele homem humilde, que descobriu na dureza da vida o segredo do sucesso. Mais que uma gorda conta bancária, certamente o sucesso pessoal é mensurado pela paz que se tem no coração. Recolher restos de madeira no lixo, trazer para casa, construir engenhosamente instrumentos musicais e vendê-los sem isso ser altamente lucrativo. Para quê? Para continuar embalando a música que alimenta a alma dele. O som das batidas de um coração que pulsa a simplicidade na vida. ●
Muita gente procura fórmulas mágicas para alcançar o sucesso, tornar-se rico, famoso, e só assim ser feliz. A realidade é que poucos se destacam no meio da multidão. Por que isso acontece? Não sei. Mas aprendi um pouco mais com aquele homem humilde, que descobriu na dureza da vida o segredo do sucesso. Mais que uma gorda conta bancária, certamente o sucesso pessoal é mensurado pela paz que se tem no coração. Recolher restos de madeira no lixo, trazer para casa, construir engenhosamente instrumentos musicais e vendê-los sem isso ser altamente lucrativo. Para quê? Para continuar embalando a música que alimenta a alma dele. O som das batidas de um coração que pulsa a simplicidade na vida. ●
24 de junho de 2009
MAIS QUE CANJICA E BOLO DE FUBÁ
Fogueira, bandeirolas e quadrilha. Pau-de-sebo, correio elegante e prendas. Nesse mês de junho, o nordeste brasileiro pára. Embaladas ao som da sanfona, as cidades de Caruaru e Campina Grande disputam o título de ser “a capital do são-joão”. A grande movimentação dos turistas e o vai-e-vem nos hotéis e pousadas geram milhares de empregos temporários, esquentam a economia e divertem o povo. Para a população local, é muito rica a experiência de apresentar sua cultura para o Brasil e o mundo.
Muita festança, muita alegria, muita comilança. São barracas e mais barracas fartas de deliciosas comidas típicas. Mas, muito mais que pé-de-moleque, canjica e bolo de fubá, o 24 de junho celebra o nascimento de João Batista. Batista, porque foi chamado por Deus para batizar homens e mulheres para uma vida nova. João fora escolhido para anunciar a vinda de Jesus Cristo e assim preparar o caminho para a chegada do Messias. Levava a pregação do arrependimento dos pecados, da conversão e espera vindoura pelo reino dos céus – a ser instituído por Jesus, a quem também batizou.
Que esse arrependimento pregado pelo profeta João possa permanecer no nosso coração. É preciso nos arrependermos cada vez que o mundo ficar pior por nossa culpa. Quando formos preguiçosos no trabalho, impacientes no trânsito, mal-educados na fila do banco, irritados com os que estão num ritmo diferente do nosso. Entendamos que os grandes desastres da humanidade começam com pequenos erros que cometemos no dia-a-dia. Que cometemos e não voltamos atrás para tentar consertar... ●
Muita festança, muita alegria, muita comilança. São barracas e mais barracas fartas de deliciosas comidas típicas. Mas, muito mais que pé-de-moleque, canjica e bolo de fubá, o 24 de junho celebra o nascimento de João Batista. Batista, porque foi chamado por Deus para batizar homens e mulheres para uma vida nova. João fora escolhido para anunciar a vinda de Jesus Cristo e assim preparar o caminho para a chegada do Messias. Levava a pregação do arrependimento dos pecados, da conversão e espera vindoura pelo reino dos céus – a ser instituído por Jesus, a quem também batizou.
Que esse arrependimento pregado pelo profeta João possa permanecer no nosso coração. É preciso nos arrependermos cada vez que o mundo ficar pior por nossa culpa. Quando formos preguiçosos no trabalho, impacientes no trânsito, mal-educados na fila do banco, irritados com os que estão num ritmo diferente do nosso. Entendamos que os grandes desastres da humanidade começam com pequenos erros que cometemos no dia-a-dia. Que cometemos e não voltamos atrás para tentar consertar... ●
22 de junho de 2009
INVERNO: ESTAÇÃO DE AQUECER A ALMA
Diz o calendário que começou a estação do inverno. Dias de frio, de sequidão. Roupas pesadas, semblantes igualmente pesados pelo desafio de levantar cedo em temperaturas tão baixas. Cores sóbrias ao redor, pouca conversa na rua para não congelar a língua, nem trincar os dentes. Para muitos, dias longos que passam devagar, uma falta de brilho que insiste em ofuscar a beleza da vida.
Será que é só isso? Ou podemos nos encorajar a olhar com outros olhos? É mais trabalhoso, porém mais bonito, ver o inverno além da neblina, da secura que se sustenta no ar. Que tal, enxergarmos o orvalho logo cedo pela manhã. Transformar em rituais os simples atos de tomar uma caneca de chá antes de ir pra cama ou um chocolate quente na companhia dos queridos. Inverno é, sim, tempo de aconchego. Inverno é bom pra reunir. Reunir a família, os amigos em torno da lareira. Me atrevo a ir mais além nessa idéia de reunir, aconchegar, que o inverno traz. Nesses tempos de quietude na cidade, quando buscamos nos esconder em casa dos sopros ruidosos do vento frio, é estação de reflexão. É bom gastar tempo para chegar junto dos nossos pensamentos. Embalar cada um dos nossos sonhos. Vamos aquecer a alma com esperanças renovadas.
Nesses dias frios, se abrigue. E mais que isso, ofereça abrigo também. Vamos aquecer o coração com palavras que façam bem. Que as sombras do inverno sejam dissipadas pela luz do nosso olhar. Que esse olhar possa acalentar o frio dos corações necessitados de calor humano, de uma lareira espiritual que lhes possa aquecer a alma. ●
Será que é só isso? Ou podemos nos encorajar a olhar com outros olhos? É mais trabalhoso, porém mais bonito, ver o inverno além da neblina, da secura que se sustenta no ar. Que tal, enxergarmos o orvalho logo cedo pela manhã. Transformar em rituais os simples atos de tomar uma caneca de chá antes de ir pra cama ou um chocolate quente na companhia dos queridos. Inverno é, sim, tempo de aconchego. Inverno é bom pra reunir. Reunir a família, os amigos em torno da lareira. Me atrevo a ir mais além nessa idéia de reunir, aconchegar, que o inverno traz. Nesses tempos de quietude na cidade, quando buscamos nos esconder em casa dos sopros ruidosos do vento frio, é estação de reflexão. É bom gastar tempo para chegar junto dos nossos pensamentos. Embalar cada um dos nossos sonhos. Vamos aquecer a alma com esperanças renovadas.
Nesses dias frios, se abrigue. E mais que isso, ofereça abrigo também. Vamos aquecer o coração com palavras que façam bem. Que as sombras do inverno sejam dissipadas pela luz do nosso olhar. Que esse olhar possa acalentar o frio dos corações necessitados de calor humano, de uma lareira espiritual que lhes possa aquecer a alma. ●
20 de junho de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)


