“O que você quer ser quando você crescer ?” Despretensiosamente, encontrei hoje uma resposta coerente para essa fatídica pergunta que respondi umas mil vezes quando ainda era criança. Minha resposta, um pouco tardia, porém convicta, é: “Quero ser resiliente”.
Resiliência... Confesso que estou encantada com a importância do significado dessa palavra. Trazida da física para a psicologia, carrega o sentido da superação diante dos obstáculos da vida. Diante das pedras que vão aparecendo no nosso caminho. Às vezes, presenciamos acontecimentos idênticos que acometem várias pessoas, porém a reação de cada uma delas é particular. Umas permanecem paralisadas frente à dor. Outras conseguem reagir, passado o choque, e dão seguimento à reconstrução da vida. Continuam a caminhada, experimentando assim a tal da resiliência. Tal como o bambu, que se curva diante da força do vento que lhe ameaça a aparente fragilidade e assim consegue se manter de pé, firme, depois da impetuosidade do sopro.
É preciso estarmos dispostos a aceitar esse desafio. A pensarmos formas de aprendermos a nos movimentar acompanhando a direção dos ventos que sopram sobre nós. Sopram brisas suaves que nos embalam, mas sopram, também, ventos contrários quando menos esperamos. Acredito que uma maneira de nos encorajarmos a encontrar essa capacidade de resiliência dentro de nós seja pensarmos que estamos todos no mesmo barco. Deixemos a fragilidade do vidro e procuremos a flexibilidade do bambu... Busquemos a disposição de pelo menos nos empenhar em dar o próximo passo na estrada da vida. Vale à pena tentar brincar de ser gente grande. ●
21 de agosto de 2009
18 de agosto de 2009
ESTAR PRONTO
“O estar pronto é tudo”, nos diz Hamlet. Essa máxima me vale como combustível para aqueles momentos em que as coisas não caminham bem do jeitinho que eu gostaria que caminhassem. Ah, se fosse no tempo da gente, como a gente quisesse... Mas, às vezes, ventos nos levam por caminhos que nos distanciam dos nossos sonhos, fazendo-os parecer impossíveis de tomarem forma de concretude, de serem tornados realidade.
O cristianismo que habita em mim me leva a acreditar que os planos de Deus jamais serão frustrados ou deixarão de se realizar. Os meus olhos naturais são limitados a me mostrar apenas o que já está perto, próximo de mim. Mas os meus olhos da fé me permitem e encorajam a enxergar no vazio do que ainda não existe na materialidade da vida.
Preciso fazer do meu coração um jardim onde meus sonhos possam ser acalentados. Certamente, o que estiver escrito nos Céus chegará até mim. Se concretizará, terá existência na vida real. Se for para eu ter acesso a uma fatia do bolo, a bandeja passará na minha frente. E eu vou aceitar. Se eu estiver pronta, na hora certa reconhecerei o som da brisa aos meus ouvidos, me anunciando que é chegada a hora do doce momento do encontro. Eu escolho pensar assim...●
O cristianismo que habita em mim me leva a acreditar que os planos de Deus jamais serão frustrados ou deixarão de se realizar. Os meus olhos naturais são limitados a me mostrar apenas o que já está perto, próximo de mim. Mas os meus olhos da fé me permitem e encorajam a enxergar no vazio do que ainda não existe na materialidade da vida.
Preciso fazer do meu coração um jardim onde meus sonhos possam ser acalentados. Certamente, o que estiver escrito nos Céus chegará até mim. Se concretizará, terá existência na vida real. Se for para eu ter acesso a uma fatia do bolo, a bandeja passará na minha frente. E eu vou aceitar. Se eu estiver pronta, na hora certa reconhecerei o som da brisa aos meus ouvidos, me anunciando que é chegada a hora do doce momento do encontro. Eu escolho pensar assim...●
16 de agosto de 2009
PRA COMEÇAR A SEMANA
"A utopia está no horizonte. Aproximo-me dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte se distancia dez passos mais além. Para que serve a utopia? Serve para isso: para caminhar." (Eduardo Galeano)
9 de agosto de 2009
AOS MEUS PAIS
Neste dia dos pais, quero agradecer.
Somente palavras de gratidão.
Agradeço aos meus dois pais.
Por tudo o que fizeram, fazem e ainda farão por mim.
Pelas noites em claro quando eu era bebê.
Pelos passeios nos arredores de casa.
Pela paciência em tentar me fazer aprender matemática. (risos)
Pelo entusiasmo nas minhas vitórias.
Pelo silêncio nas minhas derrotas.
Pela ajuda, o ombro amigo, as mãos de afago.
Pelo olhar compreensivo, pela voz doce.
Obrigada, Adalberto, daqui da terra dos viventes.
Obrigada, Deus, dos mais altos Céus. Obrigada por ajudar meu pai daqui da terra a me ensinar a buscar o caminho que me conduz ao Seu coração de Pai Eterno: o amor.
Amém. ●
Somente palavras de gratidão.
Agradeço aos meus dois pais.
Por tudo o que fizeram, fazem e ainda farão por mim.
Pelas noites em claro quando eu era bebê.
Pelos passeios nos arredores de casa.
Pela paciência em tentar me fazer aprender matemática. (risos)
Pelo entusiasmo nas minhas vitórias.
Pelo silêncio nas minhas derrotas.
Pela ajuda, o ombro amigo, as mãos de afago.
Pelo olhar compreensivo, pela voz doce.
Obrigada, Adalberto, daqui da terra dos viventes.
Obrigada, Deus, dos mais altos Céus. Obrigada por ajudar meu pai daqui da terra a me ensinar a buscar o caminho que me conduz ao Seu coração de Pai Eterno: o amor.
Amém. ●
4 de agosto de 2009
TESTANDO O PALADAR
Bem direto: Que gosto tem a vida ? Hummm... Para uns a vida é doce e gostosa como um brigadeiro. Para outros, amarga como um pedaço de jiló. Qual será o segredo do sabor da vida ? Se todos estamos sujeitos a todas as coisas, como explicar ? O poder daquela pitada está exclusivamente nas mãos de Deus, o Cozinheiro ? Está nos temperos que Ele emprega ? Certamente, não... Um pouco de reflexão nos leva a concluir que o sabor da vida está mais no paladar de quem a saboreia. Comer não se resume a mastigar e engolir. É mais que isso. É contemplar a beleza da combinação das cores no prato, aguçar o paladar pelo aroma, despertar a sensação de prazer à mesa. Assim, viver não pode significar negligenciar a riqueza do cotidiano, reclamar do dissabor do dia a dia.
Escuto frases do tipo: “não agüento mais meu emprego”, “minha vida é muito sem graça” etc. Diz o ditado que vida boa é a do vizinho. Às vezes, pensamos que nossa vida é muito monótona, uma mesmice onde nada acontece. A mesma mobília da casa, o mesmo trajeto pro trabalho, as mesmas companhias. Tudo igual todo dia sempre. Acontece que o cardápio da vida é o mesmo para todos. Por mais estranho que pareça, os milionários também se entediam, ficam cansados da rotina. É verdade. Embora viajem todos os fins de semana para a Europa, troquem de carro uma vez por mês etc. Se badalação fosse sinônimo de felicidade todos os pobres do mundo seriam infelizes. E, às vezes, vemos justamente o contrário. Pessoas que mal têm o que comer e vivem em condições precárias conseguem sorrir, celebrar a vida nessa precariedade que as rodeia. Não que isso seja uma forma de alienação. Pelo contrário. Talvez, por conhecerem o lado mais ácido da vida, certamente buscam no minimalismo, na simplicidade de que dispõem razões para continuar a acreditar na possibilidade da beleza do dia de hoje.
Graças a Deus, os sentimentos nos são dados na gratuidade. Não precisamos comprar alegria, esperança, fé. Precisamos, sim, por vezes, ajudados por quem nos ama, resgatar cada um deles dentro de nós. Vive melhor quem se interessa por treinar o paladar para sentir sabor na simplicidade. O que para muitos pode parecer piada é fórmula de sucesso para se alcançar qualidade de vida. É ter prazer em preparar uma refeição, em acordar para começar um novo dia, em desfrutar da companhia dos queridos. É redescobrir os significados das pequenas coisas. Em tempos tão modernizados, pode ser necessário que nossos netos tenham que aprender nos sites de busca sobre o que nossas avós sabiam de cor: que o desafio é aprender a sacralizar o cotidiano. ●
Escuto frases do tipo: “não agüento mais meu emprego”, “minha vida é muito sem graça” etc. Diz o ditado que vida boa é a do vizinho. Às vezes, pensamos que nossa vida é muito monótona, uma mesmice onde nada acontece. A mesma mobília da casa, o mesmo trajeto pro trabalho, as mesmas companhias. Tudo igual todo dia sempre. Acontece que o cardápio da vida é o mesmo para todos. Por mais estranho que pareça, os milionários também se entediam, ficam cansados da rotina. É verdade. Embora viajem todos os fins de semana para a Europa, troquem de carro uma vez por mês etc. Se badalação fosse sinônimo de felicidade todos os pobres do mundo seriam infelizes. E, às vezes, vemos justamente o contrário. Pessoas que mal têm o que comer e vivem em condições precárias conseguem sorrir, celebrar a vida nessa precariedade que as rodeia. Não que isso seja uma forma de alienação. Pelo contrário. Talvez, por conhecerem o lado mais ácido da vida, certamente buscam no minimalismo, na simplicidade de que dispõem razões para continuar a acreditar na possibilidade da beleza do dia de hoje.
Graças a Deus, os sentimentos nos são dados na gratuidade. Não precisamos comprar alegria, esperança, fé. Precisamos, sim, por vezes, ajudados por quem nos ama, resgatar cada um deles dentro de nós. Vive melhor quem se interessa por treinar o paladar para sentir sabor na simplicidade. O que para muitos pode parecer piada é fórmula de sucesso para se alcançar qualidade de vida. É ter prazer em preparar uma refeição, em acordar para começar um novo dia, em desfrutar da companhia dos queridos. É redescobrir os significados das pequenas coisas. Em tempos tão modernizados, pode ser necessário que nossos netos tenham que aprender nos sites de busca sobre o que nossas avós sabiam de cor: que o desafio é aprender a sacralizar o cotidiano. ●
3 de agosto de 2009
PRA COMEÇAR A SEMANA
"Há momentos em que é essencial estar só. A razão e a emoção precisam conversar. Só assim as escolhas serão autênticas." Gabriel Chalita
1 de agosto de 2009
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